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Capítulo XXIX - Meias Letras

E é assim... Numa tentativa de me inspirar, fiquei a meio de muito: A) Sinto que exiges demais de mim Não vejo razão para que aconteça tal Sei que por vezes tem que ser assim Mas esta é mais outra lição de moral E levas o esforço pra te manteres no caminho Persegues um sonho, uma ambição Tentas mover o mundo sozinho E acabas apenas destruindo o coração                           [daqueles que sonham] B) Estás a arder, HOT HOT Como fulgurosa criatura Nem na sagrada escritura Aparece o teu posante semblante Lembras a Eva o que é ser mãe E mais ninguém pode negar Que estás a brilhar, SHINE Como estrela cintilante A tua pele de diamante Reluz sobre o luar E penetra-me com esse teu olhar felina Já não és apenas menina, és aquela mulher A tua mulher Já não sei se é verdade Se moras só na minha mente Ohhh o teu lânguido corpo que sente Em passarele pela rua, onde andas toda nua Onde só és minha e tua. C) BITCH! STOP IT! Estou cans...

Capítulo XXVIII - vontade e determinação

E é assim... Tens mais um lugar Um pedaço de sonho para alcançar Mas para isso tens de sobressair No meio da multidão fazer-te ouvir Ruge como um leão Luta com garra e determinação Falhar não é um impeditivo Alinha a meta, mira o objectivo Só tens de te esforçar Para ao topo conseguires chegar Mais uma reza, mais uma prece Quando a vontade já esmorece

Capítulo XXIV - Havia mas já não há

Havia uma fonte que brotava água E oh como eu gostava dessa água Ela era límpida e pura Pura e com que frescura A água era procurada só por si Havia uma fonte que brotava água A água escasseou e a fonte parou Havia uma árvore que tinha pássaros E como chilreavam alegres os pássaros Eram coloridos e debitavam trinados Trinados e allegrettos Os pássaros eram apreciados só por si Havia uma árvore que tinha pássaros Os pássaros voaram e a árvore secou Havia uma casa que tinha uma família E o corrupio da vida dessa família Eram festas e salas cheias Salas cheias e confusão A família era protegida só por si Havia uma casa que tinha uma família A família mudou-se e a casa ardeu Havia um sorriso que me pertencia E o olhar que eu via nesse sorriso E me enchia de amor Amor e paixão Era um sorriso esboçado só para mim Havia um sorriso que me pertencia Foste-te embora e eu fiquei aqui

Capítulo XXIII - Só por nada quero divagar

Tu sabias que não podia, Por um dia, esquecer O segredo guardado Arrumado Do passado Não posso voltar Só para ignorar Os erros cometidos Indevidos Da tua indecência A ausência constante Do teu ser Fizeram-me perceber O quão desgastado E usado O nós estava E continuava tudo igual Para o mundo Naturalmente reflecti E encontrei o que sonhei Sabia que era em ti O pensamento, perdido Que encontrei No passado, inusitado O erro provocado Só porque sim O que foi para mim Um problema fenomenal Induzindo um conflito E um dilema emocional Que não pressinto Mais soluções práticas Para resolver situações Como as que provocas Quando invocas O mal de nós São só as vozes interiores Que chamam e apelam Daqueles senhores Que mandam e governam Algo mais que eu e que tu Do que sós Mandam em nós Têm a fé que os guia Tiram a ré de mim Culpam-me do que devia Ter feito quando se perdeu O que construí E quando ardeu Mais do que ao fogo que cedi Quando me disseste Quando propuseste O sermos O termos O ficarmos ...

Capítulo XXII - Despertaste-me...

Despertaste-me, O luar nos teus olhos fez-me ver que a noite prometida havia chegado Mais cedo que o previsto, mas sorrateira veio, Cintilante com o brilho do planeta que o não é, Apenas requebra o magnífico poder do Sol, Brilho do satélite mais natural do meu Mundo Só o sorriso que valia toda a imensidão que me abraçava Só isso, só nada, só o acordar O tão belo acordar que me chamava…

Capítulo XXI - Um dia

Um dia… Ai um dia, um dia como queria Um dia como sonhara Era um dia em que não havia Nem eu nem tu Não havia singulares, nem plurais Pois nós não é tu e eu Nem eu e tu Nem apenas os dois, mas os dois juntos Um dia será E quando esse dia vier Será dia de alegria Que venha esse dia!

Capítulo XX - Transparências

Amar o ser translúcido Que se deleita junto a mim Nos meus pensamentos Amar o ser que me seduz Que me torna impossível suportar O peso da minha cruz Amar o ser ausente Que se transforma na minha alma Muda tudo num repente É amá-lo que me conduz Ao fogo do céu Que bem alto reluz E me chama, devagarinho Suavemente e com carinho... Tornar-me cega não é solução Pois se não vejo, sinto E se não sinto, beijo O que não passa de ilusão Criada pelo ser transparente Que todas as noites aparece Juntinho do meu coração Aquele ser que não se esquece Aquele ser somente...

Capítulo XIX - Back to 08

Eu sob a influência de Álvaro de Campos Arrgh! Puta da merda! Ah! Ah! Aaaaaaaah! Que raio! Foda-se! Caralho... p'ro caraças! Ooh! E Ooh! e Pufffh...! Sem nada. Vazio. Explosão neutra. [Razão tinha quem dia que poemas de amor eram adolescentes] E eu sou! E eu canto! (Neste caso, e eu choro...) Ai que in... in... im... impotência! insatisfação! Incerteza e Inglória Por ser fraca! FRACA! Sem capacidade... E mover o mundo com a fé! E mover montanhas com a voz! Ou dar um passo em frente e disfarçar... devagarinho... sorrateira... Porra, merda, caraças! FRAUDE! Quem me vês, quem eu sou? NADA NINguém Solipsismo da vida... E viste? Claro que Os viste. (A eles, não a mim) Mas não compensa! Arrgh, merda, arrgh! Gostar de não... É tramado! E pior é gostar de nãos!... Como.. (ai, caraças) como... Não lembrar. Ser só, ser! SER! Viver sem olhar, Tornar-me exorbitantemente cega Como tu para mim!

Capítulo XVIII - Perdido no tempo

Changed. Trocada. Sinto-me só, podre e abandonada. Simples, na berma, tendo consciência De ser bruta, de ser puta, De que serei esturpada. Amarrada à cama A gemer e a contorcer-me A gritar A fingir A vomitar o pus do nojo que há em mim Violada. Tratada como um trapo Negra de pancadas que me doem Mas que agradeço Mas com as quais deliro Ou quero parecer delirar Há uma sala branca. Tudo branco. Moderno e sofisticado branco. Deleito-me com o pálido do branco que vejo, ou não vejo por tudo ser branco. Agora existem portas. Muitas portas. Portas brancas que não vejo para onde vão, mas que sei serem portas, só por saber. Vou tentar andar. Levanto um pé e sinto dor. Volto a pousar. Não tenho coragem para me olhar ao espelho que recobre toda a superfície à minha frente. Tento de novo levantar o pé. É em vão o esforço, tal como em vão é orientar-me no espaço leitoso e espelhado. No meu pé há agora a dor de quem foi arrancada a mágoa. Não sei se é real, mas dói. Dói muito. Sinto uma dor branca, ...
Olhar ao espelho, saber a verdade... All American Rejects : Gives You Hell «I wake up every evening With a big smile on my face And it never feels out of place. And you're still probably working At a 9 to 5 pace I wonder how bad that tastes When you see my face I hope it gives you hell, I hope it gives you hell When you walk my way I hope it gives you hell, I hope it gives you hell Now where's your picket fence love And where's that shiny car Did it ever get you far? You never seem so tense, love Never seen you fall so hard Do you know where you are? Truth be told I miss you Truth be told I'm lying When you see my face I hope it gives you hell, I hope it gives you hell When you walk my way I hope it gives you hell, I hope it gives you hell If you find a man thats worth the damn and treats you well Then he's a fool you're just as well hope it gives you hell Hope it gives you hell Tomorrow you'll be thinking to yourself Where did it all go wrong? But the list ...

Capítulo XVII - Tretas

Treta. Só tretas. Tretas que não faltam por aí Tretas que falam por si Tretas, tretas e mais tretas. Inspirações... tretas! Alegrias? Tretas! Felicidades? Tretas! Surpresas? Tretas! Tretas e balelas de uma sociedade fútil De um tempo ausente com utilidade da treta! Só tretas! E quando aparecem aquelas tretas que nos impingem? "Quer tretas?" "Sim, tretas são boas!" "Olha as tretas fresquinhas!" E engolimos as tretas porque não há nada melhor no mundo do que as petas e as tretas Sim, essas tretas fantásticas! As tretas que compramos As tretas essenciais As tretas que nos fazem tanta, mas tanta falta As tretas que queremos As tretas que escolhemos e depois não deixam de ser grandes tretas E as tretas que não eram para o ser, mas acabam sempre (todas) por o ser Grandes tretas! Tretas à grande! Tretas à francesa! Tretas bonitas, grande e redondas Ou tretas pequenas, feias e medonhas Nunca deixam de haver tretas! Ora que tretas! Treta de texto, mas treta de Mund...

Capítulo XIII - Trends

Arrancar olhos Espetar facas nas órbitas Descobrir o orbicular palpebral, com cuidado Lentamente Deixando o sangue escorrer Para podermos revelar a simplicidade Que a anatomia humana nos tem para oferecer Imagem que nos proporciona... Sublime a essência humana... Sangue Fresco Daqui a nada a coagular Pela presença do ar Que não pára a circulação Ouvir o som da faca a correr Vagarosa Gulosa pela pele que não adere Parece manteiga sob o gume afiado Desliza Rasga Separa a pele do que quero ver Maldição é não ter a imagem na mente Ler sem ver Apetece-me a experiência Tenho que experimentar mais fundo Mas a faca tem que ser leve Para não magoar o músculo E hoje passa assim a lição Estudei a face Esquartejei a pele Como tirar a casca a um ovo Expus o músculo Vermelho rubro Do sangue ainda quente que pulsava na cara Tirei a banha que recobre Com todo o seu nojo amarelo Seboso O que eu queria ver E assim vi o teu interior Vi-te como és Lindo Anatomicamente perfeito Imagem de atlas Sou ávida po...

Capítulo perdido - Divagações ao anoitecer

Mil palavras tentam fazer o que uma só sensação, um só texto, um só amor não conseguem.... Mil imagens não revelam o quanto de maravilhoso há no meu coração, pronto para ser partilhado com quem assim o merecer. Uma palavra Sentida por alguém cuja mente não está entupida com o mundano Uma imagem Revelada por quem espera mais nada que o meu amor Sim Digo amor Digo asneiras como digo amor Digo tretas Digo o indizível Digo-o porque o quero dizer E quem diz que tenho que dar cartas à falta de sentido? Ninguém! Ninguém mesmo!! Ouviram? Nada! Tenho-o dito.

Capítulo VII - Uma espécie de Natal

Natal, é tempo para dar e receber Natal é tempo para amar os Sem- Amor Natal é tempo de paz E não de dor Natal, é ter o espírito aberto É ter o tempo como certo É dar o que de melhor há em nós Natal, não é puramente um aspecto Não é um conceito meramente comercial Natal é para sempre Natal Natal, não é um preceito Natal é mais do que uma imagem Natal é compreender Natal, Natal é perceber Não o que se vê Mas o que se realmente é Natal, é ter liberdade de escolha É fazer, pelo menos um dia Sentir-se a alegria De saber amar Natal, é fazer-se cumprir Não por direito ou obrigação Mas por afecto e união Natal, é temperança no olhar É sapiência no dizer Afinal Natal é amar

Capítulo VI - Desvanecer

Peço desculpa repetir-me tanto… Tenho saudade das palavras que trocamos. Tenho desprezo, tão enorme, toa grande e eloquente que se sente, somente, por se pensar em ti. Foste morrendo, lentamente, sem honra nem glória, acabando assim a nossa história que podia ter sido feliz… não posso suportar de te deixar, decair, tal átomo, molécula, ião impotente…. Sem mis nenhum auxílio que não uma palavra, tocada á socapa, de um “olá!” Sinto saudade, enormemente agarrada de um abraço trocado, ainda que irreal, imaginário, impuro. Sim, impuro, porque desacredito, não tenho modos de acreditar que me estavas a dizer verdade ou a enganar. Eu quero-te!... Preciso-te!... Não te esqueças de mim. Aqui te espero, sozinha, num leito sem fim… É um pranto, infinito, numa angústia de dor, aperto de alma, só Tu és o meu Salvador! Eu quero confiar Mas não me dás motivos Para acreditar No silêncio Que te invade Que nos separa Que afunda O que resta O que ainda se suporta De algo esquecido Abandonado Tentamos salv...

Capítulo III - O descendente

O lá ! olá! Hoje é um dia de azar, mesmo sem ser Sexta-feira 13! Mas pronto... Sei que estão aqui para ler mais um capítulo das minhas histórias e não vos quero desapontar... (= Hum... só preciso de vos voltar a pedir uma coisa... mínima, mas peço. Por favor não me julgem nem formulem más ideias de mim! São apenas "historietas" que eu vou construindo pouco a pouco, que surgem quando me sento à frente do computador, com o teclado tão perto... Hoje será diferente... Talvez um poema... ou uma espécie de poema... =P A ver vamos o que sai daqui... Degradante Este ser que desfila E num salto designa Tudo aquilo que quer ser E que se revela, temeroso Merdoso Neste mundo que arrefece A um ritmo alucinante Ser do mundo maravilha Ser de tudo sensação É mais do que um desejo É uma ordem Uma lei Um raio de ambição Destruidor, Assim se consagra o senhor Que me diz Que me leva A agir e a sentir Algum ardor É o que sinto por dentro Um rubor de contentamento Tal como Camões Contentamento ar...